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SÃO PAULO – O concurso em si já acontece em outros países, como nos
Estados Unidos. Mas no último domingo (29) aconteceu um marco para os
padrões brasileiros. O concurso Miss Brasil Plus Size reuniu
expectativa, mídia e pouco preconceito.
Eleita a 1ª Miss Brasil Plus Size, Barbra Monteiro mostrou que nem
sempre as mais magrinhas e com corpão clássico de “boazuda” podem ser
destaque no país. Em conversa com o
Famosidades, a mato-grossense disse como está sua vida após dois dias de destaque na mídia e o que espera para o futuro.
Para
começar, Barbra disse que sua inscrição na disputa veio de alguém muito
próximo e que até pode ser interpretado como um absurdo por muitas
mulheres. “O meu namorado viu que rolaria o concurso e disse que eu
teria chances. Eu disse que não estava muito preparada e que era muito
velha [ela tem 37 anos]. Não sabia se tinha mercado para isso. Mesmo
assim mandei as fotos e fui selecionada. Ah, não tenho nada a perder e
adoro esse ‘universo dos gordinhos’”, contou.
Para Barbra o
preconceito vem de fora do universo do concurso. Mesmo assim, percebe-se
o crescimento de lojas especializadas em roupas para pessoas “acima” do
peso. A moda parece estar se curvando às modelos plus size. “É uma
coisa que acontece no Brasil inteiro. As lojas têm vários problemas
quanto a isso, não só para as mais cheinhas. Acho que tem que ter mais
mercado para isso, para quebrar essa coisa. Não é para fazer apologia
para a pessoa não ser saudável, não. Sou acima do peso, mas tenho
saúde.”
Sem saber os próximos passos que terá nessa carreira,
Barbra só adiantou que poderá desfilar em uma semana de moda de São
Paulo envolvida com questões “plus size”. Mas com a ditadura da beleza,
da magreza, ela não está nem aí.
“Sempre fui muito envolvida nesse
meio. Esse é o corpo da mulher brasileira: quadril largo, peito... Não
tem como mudar esse padrão. Cada um tem que chegar no corpo ideal
saudável para o seu corpo”, ponderou.
Sobre a importância do Miss
Brasil Plus Size no Brasil, Barbra Monteiro afirmou que esta é uma
oportunidade para as pessoas lutarem contra o preconceito, como se fosse
uma motivação, aceitar formas diferentes: "Agora, muitas pessoas podem
se espelhar em mim”.
Mesmo assim, ela não descarta a cirurgia
plástica: “Não tenho vontade agora. Mas se precisar eu faço. O que tenho
que fazer é cuidar de mim, fazer exercícios, me alimentar bem”.