terça-feira, 28 de julho de 2015

Por que a capa de uma revista de esporte está fazendo tanto sucesso

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Dificilmente as capas de revista refletem a imagem de seus leitores. Os modelos que ilustram as publicações muitas vezes não são compatíveis com a realidade do público que consome a informação. Mas, felizmente, existem exceções. É o caso da capa da edição de agosto da revista norte-americana Women’s Running, cuja protagonista é a modelo e também corredora plus size Erica Schenk.
A modelo de 18 anos corre há 10 anos e conta que seu lugar preferido para praticar a atividade é o Central Park. A editora da revista, Jessica Sebor, justificou a capa desta edição, dizendo que “existe um estereótipo de que todos os corredores são magros, e esse não é o caso (…). Eu acho que toda mulher olha a prateleira de revistas e às vezes sente que não consegue se enxergar nas imagens de capa. Nós queríamos que nossos leitores sentissem que era possível se enxergar na nossa capa”.
A iniciativa da Women’s Running gerou uma grande repercussão nas redes sociais. No Twitterda publicação é possível ler incontáveis elogios e mensagens de agradecimento de seus leitores.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

'Eles preferem as que têm carne', diz a Miss Brasil Plus Size Aline Zattar

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'Homens gostam de ter onde pegar', contou a modelo nos bastidores do ensaio para o Paparazzo.

Making of Aline Zattar posando para o Paparazzo (Foto: Alexandre Campbell / Paparazzo)
Aline Zattar posa para o Paparazzo

Para Aline Zattar , e quando se trata da preferência masculina por um tipo de mulher entre quatro paredes, a resposta é uma só: "Eles preferem as que têm mais carne. Homem gosta de ter onde pegar. É claro que tem gosto para tudo. Quando a gente abre a cabeça e vê o mundo diferente, vê como tem espaço para todo os estilos. Mas na cama conta bastante ter carne", garante a Miss Brasil Plus Size 2013 nos bastidores do Paparazzo.A catarinense diz que a carreira de modelo mudou sua vida até mesmo na hora de seduzir. "Achava que não conseguia seduzir ninguém por estar fora de todos os padrões. Hoje vejo como fui boba. O que mais conta é você ser uma Aline, que tem 29 anos, é casada há oito e tem dois filhos. A catarinense conta que o concurso interferiu também em seu casamento: "No início do meu casamento eu não usava lingerie, achava que ia ficar ridícula, aí meu marido comprava para mim. Ele me via bonita e eu não. Hoje isso mudou, consigo me sentir sexy e compro peças sensuais."
A modelo revela que por conta do preconceito, diversas vezes teve que aceitar ter relacionamentos escondidos. "Achava que não tinha problema. Os caras gostavam de mim, mas não queriam assumir porque eu era gorda, e eu achava que estava tudo bem".



domingo, 1 de junho de 2014

Modelos "plus size" querem ocupar espaço no universo da moda no País

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Andrea Boschim e Márcia Saad
Diante da busca de centenas de mulheres para serem reconhecidas como modelos de beleza independente dos quilinhos a mais, duas das modelos mais requisitadas desse mercado, Andrea Boschim e Márcia Saad, foram além: fotografaram o primeiro editorial fashion plus size reivindicando reconhecimento como parte do universo da moda.

O projeto - intitulado "My Sins" (Meus Pecados) -, coordenado pela jornalista e empresária Joyce Matsushita, trata-se de um movimento de inclusão do plus size na moda, mostrando que um corpo curvilíneo pode ser tão sexy e inspirador quanto o das modelos magérrimas.
“Há um preconceito natural das pessoas com relação a um corpo plus size. Já imaginam um monte de estrias, celulites e dobrinhas. A verdade é que mesmo crescente esse movimento de aceitação e contra a ditadura da magreza, na hora de fazer um catálogo ou campanha, as empresas ainda escolhem as modelos magras com medo de rejeição”, explica Joyce.
Com o editorial "My Sins" a jornalista quer provar que o tamanho do manequim é apenas um detalhe na hora de transmitir sensualidade e inspiração. “E as empresas precisam abrir os olhos e mentes para isso. Com mais da metade da população do País com sobrepeso, está na hora dessas pessoas se verem representadas em anúncios e campanhas, mas é claro, é preciso manter a mesma produção e qualidade senão vira boicote”, finaliza.